Verde Louro Azeites · Outubro de 2026
Em 2026, o Brasil produziu 1,434 milhão de litros de azeite, quase seis vezes o volume de 2025 e o maior da história. Este relatório mostra como a olivicultura nacional chegou até aqui, o que ainda trava o setor e o que isso ensina às marcas que nasceram nesse campo. No fim, os trabalhos da Voren para a Verde Louro.
Fonte: Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), via Forbes Brasil, 15/07/2026 e Agrolink, 31/08/2026. Alta exata: 496,75%.
Um estudo Voren · Dados públicos consultados até 05/10/2026
Em 30 segundos
1,434 milhão de litros em 2026, alta de 496,75% sobre 2025 e 123,98% acima do recorde anterior, de 640.228 litros em 2023. Em sete anos, a produção nacional quase sextuplicou: eram 240 mil litros em 2019.
A safra depende do clima. Depois de 640 mil litros em 2023, o país caiu para 340 mil em 2024 e 240,3 mil em 2025, duas safras afetadas pelo excesso de chuva. Para 2027, o Ibraoliva já projeta volume menor.
Mesmo no recorde, o azeite nacional não chega a 2% do consumo interno. O Brasil importou 80.768 toneladas na safra 2024/25 e responde por cerca de 9% das importações mundiais de azeite, segundo o Conselho Oleícola Internacional (COI).
Rótulos brasileiros levaram 101 medalhas de ouro no EVO IOOC 2026, na Itália, e 15 produtoras nacionais estão no guia Flos Olei 2027.
Num mercado dominado pelo importado, origem, frescor e confiança viram argumento de venda. É nesse ponto que a comunicação faz diferença, como mostram os trabalhos da Voren para a Verde Louro, de Canguçu (RS).
Safra recorde fechada em julho · projeção de queda para 2027 · importações em alta (+40,5% de outubro de 2025 a março de 2026, sobre o mesmo período do ano anterior, segundo o COI) · tarifa zero para o extravirgem importado desde março de 2025 · acordo Mercosul–União Europeia em vigor provisório desde 1º de maio de 2026.
Fontes: Ibraoliva via Forbes Brasil, Notícias Agrícolas (10/02/2026), Agrolink (05/03/2020) e CompreRural (17/04/2026); Conselho Oleícola Internacional, boletim de 22/07/2026; Seu Dinheiro (30/06/2026); TNH1 (23/09/2026); Agrolink (26/08/2026).
Série histórica
O Ibraoliva publica o total do Brasil para 2019 e para 2023 a 2026; de 2020 a 2022, a Voren estimou o total somando o Rio Grande do Sul e a Serra da Mantiqueira. O Rio Grande do Sul, que responde por 81% do volume, tem a série mais longa: em 2026, o estado produziu 20 vezes o que produzia em 2017.
Brasil, litros de azeite por safra
Em contorno, 2020 a 2022: estimativa Voren (RS + Serra da Mantiqueira), sem total oficial publicado.
| Safra | Litros | Fonte |
|---|---|---|
| 2019 | 240.000 | Ibraoliva/Seapdr via Agrolink, 05/03/2020 |
| 2020 | ≈98.000 | Estimativa Voren: RS 48.000 (Seapi/Pró-Oliva, série 2010–2024) + Serra da Mantiqueira 50.000 (Epamig via Conexão Safra, 25/01/2021) |
| 2021 | ≈252.000 | Estimativa Voren: RS 202.000 (Seapi/Pró-Oliva, série 2010–2024) + Serra da Mantiqueira, cerca de 50.000 (Epamig via Diário do Comércio, 02/07/2022) |
| 2022 | ≈548.500 | Estimativa Voren: RS 448.500 (Seapi/Pró-Oliva, série 2010–2024) + Sudeste 100.000 (Epamig via Diário do Comércio, 02/07/2022) |
| 2023 | 640.228 | Ibraoliva via Forbes Brasil, 15/07/2026 |
| 2024 | 340.000 | Ibraoliva via Notícias Agrícolas, 10/02/2026 |
| 2025 | 240.300 | Ibraoliva via Forbes Brasil, 15/07/2026 |
| 2026 | 1.434.000 | Ibraoliva via Forbes Brasil, 15/07/2026 |
Rio Grande do Sul, litros de azeite por safra
De 2016 a 2024, série da Secretaria da Agricultura do RS, levantada nos lagares; 2025 e 2026, Ibraoliva.
| Safra | Litros | Fonte |
|---|---|---|
| 2016 | 32.000 | Seapi/Pró-Oliva, série 2010–2024 |
| 2017 | 57.873 | Seapi/Pró-Oliva, série 2010–2024; 1º Cadastro Olivícola |
| 2018 | 58.000 | Seapi/Pró-Oliva, série 2010–2024 |
| 2019 | 198.000 | Seapi/Pró-Oliva, série 2010–2024 |
| 2020 | 48.000 | Seapi/Pró-Oliva, série 2010–2024 |
| 2021 | 202.000 | Seapi/Pró-Oliva, série 2010–2024 |
| 2022 | 448.500 | Seapi/Pró-Oliva, série 2010–2024; 2º Cadastro Olivícola |
| 2023 | 580.228 | Câmara Setorial via Canal Rural, 16/06/2024 (a série da Seapi traz 580.229) |
| 2024 | 193.150 | Seapi/Pró-Oliva, série 2010–2024 |
| 2025 | 190.300 | Ibraoliva via CompreRural, 14/07/2026 |
| 2026 | 1.170.000 | Ibraoliva via Forbes Brasil, 15/07/2026 |
Área × safra
O Rio Grande do Sul tinha 80 hectares de oliveiras em 2005. Em 2026, são 7,1 mil, cerca de 69% da área do país. A área só cresceu. A produção, não: depende de horas de frio no inverno e de pouca chuva na floração, e um ano de chuva apaga o avanço do anterior.
Área plantada no Rio Grande do Sul, em hectares
Até 2023, estimativa da Secretaria da Agricultura do RS (Pró-Oliva); de 2024 a 2026, Câmara Setorial e Ibraoliva.
| Ano | Hectares | Fonte |
|---|---|---|
| 2005 | 80 | Seapdr/Pró-Oliva, nota técnica 2010–2022 (primeiros plantios) |
| 2010 | 290 | Seapi/Pró-Oliva, série 2006–2023 |
| 2012 | 787 | Seapi/Pró-Oliva, série 2006–2023 |
| 2014 | 1.400 | Seapi/Pró-Oliva, série 2006–2023 |
| 2015 | 1.970 | Seapi/Pró-Oliva, série 2006–2023 |
| 2016 | 2.600 | Seapi/Pró-Oliva, série 2006–2023 |
| 2017 | 3.465 | 1º Cadastro Olivícola, via Agrolink (a série da Seapi traz 3.464) |
| 2018 | 4.300 | Seapi/Pró-Oliva, série 2006–2023 |
| 2019 | 5.000 | Seapi/Pró-Oliva, série 2006–2023 |
| 2020 | 5.500 | Seapi/Pró-Oliva, série 2006–2023 |
| 2021 | 5.986 | Seapi/Pró-Oliva, série 2006–2023 e 2º Cadastro Olivícola |
| 2022 | 6.100 | Seapi/Pró-Oliva, série 2006–2023 |
| 2023 | 6.200 | Seapi/Pró-Oliva, série 2006–2023 |
| 2024 | 6.500 | Canal Rural, 16/06/2024 |
| 2025 | 6.500 | Seapi/Ibraoliva via Band, 25/02/2025 |
| 2026 | 7.100 | Ibraoliva via Agrolink, 31/08/2026 |
Menos horas de frio que o necessário. O RS colheu 48 mil litros. MoneyTimes, 01/03/2021; Seapi/Pró-Oliva
Chuva demais da floração à colheita, com até 700 mm em setembro em alguns municípios. O RS produziu 193 mil litros, 67% menos que em 2023. Canal Rural, 16/06/2024; Seapi/Pró-Oliva
Segunda safra seguida afetada pelo excesso de chuva. RS: 190,3 mil litros. Agrolink, 31/08/2026; CompreRural, 14/07/2026
“O maior número de horas de frio dos últimos 20 anos”, primavera pouco chuvosa e verão equilibrado, segundo o presidente do Ibraoliva. RS: 1,17 milhão de litros. CompreRural, 17/04/2026 (citação); Forbes Brasil, 15/07/2026 (safra)
Com previsão de chuva na primavera gaúcha, o Ibraoliva projeta safra menor. Agrolink, 31/08/2026
“Nós temos que acabar com essa montanha-russa e precisamos ter uma estabilidade produtiva.”
Flávio Obino Filho, presidente do Ibraoliva · CompreRural, 01/09/2026
Safra 2026 por região
Cada quadrado = 1% dos 1,434 milhão de litros de 2026.
| Região | Litros em 2026 | Fatia |
|---|---|---|
| Rio Grande do Sul | 1.170.000 | 81,6% |
| Serra da Mantiqueira (MG, SP e RJ) | 250.000 | 17,4% |
| Santa Catarina | 10.000 | 0,7% |
| Paraná | 2.500 | 0,2% |
| Espírito Santo | 1.500 | 0,1% |
| Brasil | 1.434.000 | 100% |
Fonte: Ibraoliva, via Forbes Brasil, 15/07/2026. Fatias: cálculo Voren.
No RS, a produção se espalha pela Campanha, pela Serra do Sudeste e pela Depressão Central. Entre os municípios de destaque da safra 2026 estão Encruzilhada do Sul, Canguçu, Pinheiro Machado, Bagé e Cachoeira do Sul.
Fontes: Pró-Oliva via Agrolink, 24/02/2022; Agrolink, 31/08/2026.
A estrutura cresceu mais rápido que qualquer safra
Rio Grande do Sul, do primeiro Cadastro Olivícola (2017) aos dados do Ibraoliva de 2026.
Fontes: Cadastro Olivícola do RS (2017 e 2022), via Agrolink (30/08/2022); Ibraoliva via Agrolink (31/08/2026) e Forbes Brasil (15/07/2026).
Linha do tempo
Da primeira extração experimental ao recorde, a olivicultura brasileira cabe numa geração de produtores. Em rosa, os marcos da Verde Louro.
O Rio Grande do Sul tem 80 hectares de oliveiras. A olivicultura começa a ser trabalhada no estado por volta desse ano, segundo a Secretaria da Agricultura.
Em 29 de fevereiro, a Epamig faz a primeira extração de azeite extravirgem do Brasil, no campo experimental de Maria da Fé (MG): 40 litros.
A Embrapa publica o zoneamento agroclimático da oliveira no Rio Grande do Sul.
Com 585 hectares de oliveiras, o governo gaúcho anuncia a criação da Câmara Setorial das Oliveiras.
Portaria do Ministério da Agricultura institui uma comissão nacional da olivicultura, e o RS cria o Pró-Oliva (Decreto 52.479).
O ICMS do azeite gaúcho feito com azeitonas nacionais cai de 18% para 7% nas vendas dentro do estado. Verde Louro Primeira colheita na Fazenda Mato Grande, em Canguçu.
Sai o 1º Cadastro Olivícola do RS. O Ibraoliva é fundado em 30 de agosto, na Expointer.
A Lei estadual 15.309 cria a Rota das Oliveiras, com 26 municípios gaúchos. Verde Louro A linha infantil Azito's, com embalagem da Voren, é premiada no Olivinus, na Argentina.
O painel de análise sensorial do RS passa a ser certificado pelo Conselho Oleícola Internacional.
Recorde de 640.228 litros no país. Verde Louro O Arbequina é eleito Melhor Azeite do Mundo no ITALYIOOA.
Em 14 de março, o governo zera o imposto de importação do azeite extravirgem.
Recorde de 1,434 milhão de litros. O acordo Mercosul–UE entra em vigor provisório em 1º de maio. Verde Louro Lançamento da campanha Safra Chilena, criada pela Voren.
Fontes: Revista Cultivar/Epamig (01/03/2023); Portal Farrapo/Correio do Povo (15/07/2026); Embrapa (2009); Revista Cultivar (09/11/2012); Revista Cultivar (09/10/2015); Jornal do Comércio (27/10/2016); ABAD (04/09/2017); Seapi/Pró-Oliva; Canal Rural (28/05/2023); Machado Meyer (16/04/2025); Agrolink (26/08/2026); Verde Louro: Exame (17/08/2023) e resultados oficiais do Olivinus 2019.
O tamanho do desafio
Na abertura da colheita de 2026, a imprensa do setor estimava a fatia nacional entre 1% e 1,5% do consumo interno. Com a safra final, a conta da Voren chega a cerca de 1,6%: 1.313,5 toneladas brasileiras diante de 80.768 toneladas importadas na safra 2024/25.
O Brasil é um dos maiores importadores de azeite do mundo, com cerca de 9% das compras globais. Portugal domina: respondeu por 62% do que o país importou em 2024/25. E a demanda voltou a subir: +40,5% de outubro de 2025 a março de 2026, sobre o mesmo período do ano anterior.
Fontes: CompreRural (17/04/2026); Ibraoliva via Forbes Brasil (15/07/2026); Conselho Oleícola Internacional, boletim de 22/07/2026. Conversão: densidade de 0,916 kg/L, limite da faixa da norma Codex Stan 33-1981.
Importação brasileira de azeite, em toneladas
Safra de outubro a setembro. Pico em 2020/21; queda com a alta de preço na Europa.
| Safra | Toneladas |
|---|---|
| 2015/16 | 50.649 |
| 2016/17 | 60.140 |
| 2017/18 | 76.817 |
| 2018/19 | 86.362 |
| 2019/20 | 104.179 |
| 2020/21 | 106.730 |
| 2021/22 | 103.531 |
| 2022/23 | 91.239 |
| 2023/24 | 81.682 |
| 2024/25 | 80.768 |
Fontes: COI, tabela de importações (mar/2025), com dados do MDIC, para 2015/16 a 2023/24; boletim de 22/07/2026 para 2024/25.
Consumo por pessoa, kg por ano
Safra 2022/23. O espaço para crescer está no hábito.
| País | kg por pessoa |
|---|---|
| Grécia | 9,3 |
| Espanha | 7,5 |
| Itália | 7,4 |
| Canadá | 1,2 |
| EUA | 1,1 |
| Japão | 0,4 |
| Brasil | 0,4 |
Fonte: COI, estatísticas de março de 2025.
Chile, a outra ponta da mesa
O Brasil é um dos principais compradores do azeite chileno, origem das azeitonas da Edição Chile da Verde Louro.
Fonte: ChileOliva, via Oleo Revista: Informe Anual 2025 (24/05/2026) e balanço do 1º semestre de 2026 (17/09/2026).
Inflação do azeite × IPCA
Variação no ano, IPCA (%)
2026: acumulado de janeiro a agosto.
| Ano | Azeite | IPCA geral |
|---|---|---|
| 2022 | 6,20% | 5,79% |
| 2023 | 37,11% | 4,62% |
| 2024 | 21,53% | 4,83% |
| 2025 | −21,04% | 4,26% |
| 2026 (jan–ago) | −8,52% | 3,11% |
Fonte: IBGE, SIDRA, tabela 7060, variação acumulada no ano.
A seca na Espanha, maior produtora do mundo, derrubou a oferta europeia em 2022/23 e 2023/24. No Brasil, o azeite subiu 37,11% em 2023 e 21,53% em 2024 no IPCA, alta acumulada de 66,6% em dois anos.
Com a volta da safra europeia e a tarifa zero para o extravirgem, o preço caiu 21,04% em 2025 e segue em queda em 2026. De janeiro de 2023 a agosto de 2026, o azeite acumula alta de 20,4%, perto da inflação geral do período, de 17,9%.
Cálculos Voren sobre IBGE/SIDRA. Contexto: Ministério da Agricultura da Espanha, 09/10/2023; Machado Meyer, 16/04/2025.
Confiança
O consumidor
Leitura Voren. Se o azeite nacional não chega a 2% do consumo, os 48% que dizem consumir azeite brasileiro sugerem que muita gente confunde marca brasileira com azeite produzido no Brasil. Origem precisa ser comunicada, e com clareza.
Fonte: Embrapa, Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento 44 (jan/2026). Pesquisa online com 1.013 consumidores das cinco regiões, novembro e dezembro de 2024. Amostra não probabilística.
Concursos e guias internacionais
Em menos de duas décadas, o produto nacional saiu da extração experimental para os principais concursos do mundo. Volume ainda é pequeno; qualidade, não.
Desde 2021, o painel de análise sensorial do RS é certificado pelo Conselho Oleícola Internacional. Canal Rural, 28/05/2023
A Rota das Oliveiras, criada pela Lei estadual 15.309, de 2019, reúne 26 municípios gaúchos, com uma segunda etapa prevista. Na Serra da Mantiqueira, 14 fazendas associadas à Assoolive recebem visitantes. Seapi/Pró-Oliva; Diário do Turismo, 08/02/2024 (dados da Assoolive)
O que isso significa
Seis conclusões da Voren a partir dos dados deste relatório. São interpretações nossas, apoiadas nos números das seções anteriores.
Com volumes que mudam de escala de um ano para o outro, cada colheita vira acontecimento. Marcas que tratam a safra como lançamento, com identidade, rótulo e campanha próprios, ganham assunto todo ano.
Num mercado em que mais de 98% do azeite vem de fora, frescor e procedência são diferenciais que o importado não tem. Mas o consumidor confunde marca com origem: 48% dizem consumir azeite brasileiro. Origem precisa ser dita, e bem dita.
Com 101 ouros brasileiros num único concurso, o prêmio sozinho já não diferencia. Diferencia o que a marca constrói em torno dele: história, design, experiência.
Com dezenas de marcas fraudadas retiradas das prateleiras desde 2024, rastreabilidade e transparência deixam de ser detalhe técnico e viram promessa de marca.
O brasileiro consome 0,4 kg de azeite por ano; o espanhol, 7,5 kg. Crescer o mercado passa por criar novas ocasiões de consumo, inclusive na infância.
Depois de duas safras gaúchas castigadas pela chuva e com 2027 projetado para baixo, marcas precisam de narrativa e portfólio que se sustentem no ano bom e no ano ruim.
Manifesto
Quem entende a safra, constrói a marca.
O cliente
A Verde Louro produz seus azeites na Fazenda Mato Grande, em Canguçu (RS), um dos municípios de destaque da safra recorde de 2026. Fundada em 2011, a marca fez a primeira colheita em 2016, quando o Rio Grande do Sul inteiro produziu 32 mil litros.
Sete anos depois, a marca sozinha já produzia o que o estado inteiro fazia naquela safra: saiu de 1.500 litros na primeira produção para mais de 32 mil em 2023, o dobro do ano anterior. Coleciona prêmios na Itália, Inglaterra, Emirados Árabes Unidos, Grécia, Israel, Estados Unidos e Japão e, segundo a Revista Cultivar, foi pioneira ao criar uma linha kids de azeite no Brasil.
Fontes: Exame, 17/08/2023; Olive Oil Times, 29/01/2024 (primeira produção, mais de 100 hectares e 25 mil oliveiras); site da Verde Louro; Revista Cultivar, 26/05/2023; Canal Rural, 16/06/2024 (RS 2023).

Arbequina eleito Melhor Azeite do Mundo no ITALYIOOA 2023.
Koroneiki com a maior distinção do LONDONIOOC 2023.
Única da América Latina entre as premiadas da Dubai Olive Oil Competition, com dois ouros.
Fonte: Exame, 17/08/2023.
Voren × Verde Louro
Cada trabalho que a Voren fez para a Verde Louro responde a um ponto do mercado descrito neste relatório: origem, safra, design e novos consumidores.
Identidade da Safra 2022, fotografia e filme conceitual. Responde a: origem é argumento e safra é notícia.
Embalagem premiada na Argentina em 2019 e 2022. Responde a: medalha não basta.
Campanha construída com IA e direção humana, 2026. Responde a: safra é notícia e atravessar a oscilação.
Naming e personagens da linha infantil pioneira. Responde a: hábito se forma cedo.
Construção da marca
“Hoje, 99% do consumo do setor é de importados, sobrando uma fatia ínfima do mercado para o azeite nacional”, disse a fundadora da marca à Exame em 2023. Para disputar espaço com o importado, a marca precisa mostrar de onde vem: a fazenda, a família, a colheita.
Num mercado em que o consumidor confunde marca brasileira com azeite brasileiro, a narrativa de origem (casa, fazenda, safra) é o que separa a Verde Louro do importado com rótulo nacional.
Fontes: case no site da Voren; Exame, 17/08/2023. Filme: “Da nossa casa para a sua”, no YouTube.
Prêmio Olivinus · Mendoza, Argentina
O Olivinus é um concurso internacional de azeites realizado em Mendoza, na Argentina. Além das medalhas de qualidade, concede a distinção Packaging, dedicada ao design e à apresentação da embalagem.
Em 2019, a embalagem da linha infantil Azito's, criada pela Voren, recebeu a distinção Packaging, e o azeite levou o Gran Prestigio Oro, distinção máxima do concurso. Em 2022, o Arbequina Azito's Niños repetiu as duas distinções e somou a Selección de Niños.
Com o Brasil acumulando medalhas de qualidade, a disputa na prateleira passa também pelo design. No Olivinus, um júri internacional reconheceu a embalagem, não só o azeite.
Fontes: resultados oficiais do Olivinus, 2019 e 2022; case Azito's no site da Voren.
Campanha Safra Chilena · 2026
O Brasil levou 21,7% das exportações chilenas de azeite em 2025, pagando o maior valor por quilo entre os grandes compradores. Na loja oficial, o Arbosana da safra 2025/2026 leva a identificação Edição Chile e é descrito como produzido com azeitonas colhidas precocemente no Chile.
Segundo o estudo global Media Reactions 2025, da Kantar, 44% dos consumidores se incomodam com anúncios gerados por IA. Para um produto premium, a imagem não pode parecer gerada. O critério de aprovação da Voren foi esse.
“O critério de aprovação era um só: a imagem só saía quando deixava de parecer gerada.”
Tiago Peters, fundador e diretor de estratégia da Voren
Fontes: case no site da Voren; loja oficial da Verde Louro; ChileOliva via Oleo Revista, 24/05/2026; Kantar Media Reactions 2025, via Grandes Nomes da Propaganda, 23/09/2025.




Azito's · Linha kids
O brasileiro consome 0,4 kg de azeite por ano, contra 7,5 kg do espanhol. Hábito alimentar se forma cedo. A Verde Louro foi pioneira ao criar uma linha kids de azeite no Brasil, segundo a Revista Cultivar, e o primeiro registro público da linha é de 2019, no Olivinus.
Azeite extravirgem mais suave, com acidez de 0,1%, das variedades Koroneiki e Arbequina, indicado para papinhas e refeições a partir dos 6 meses, em embalagem de 100 ml.
“[…] quando tentamos inserir na dieta dos meus filhos, enfrentamos resistências devido ao paladar mais sensível das crianças. A partir daí, resolvemos produzir um azeite mais suave […]”
Fundadora da Verde Louro · Exame, 17/08/2023
Fontes: case Azito's no site da Voren; Exame, 17/08/2023; Revista Cultivar, 26/05/2023; resultados oficiais do Olivinus 2019; COI, mar/2025.

Olivicultura brasileira · Safra 2026
A curva
Produção nacional, em litros
Em contorno, 2020 a 2022: estimativa Voren (RS + Serra da Mantiqueira).
Montanha-russa
A área só cresce. A safra depende do clima.
Onde
81% sai do Rio Grande do Sul
Quem produz
Uma cadeia que já ocupa oito estados
Rio Grande do Sul, antes e agora
Quanto pesa
Menos de 2 em cada 100 litros consumidos são nacionais
Cálculo Voren: 1.313,5 t nacionais (2026) × 80.768 t importadas (2024/25).
O mar de importados
Um dos maiores importadores do mundo, com consumo ainda tímido
Consumo por pessoa, kg por ano
Preço
Subiu 66,6% em dois anos e depois devolveu parte
Variação no ano, %. 2026*: janeiro a agosto.
Qualidade
Pouco volume, muito pódio
18 anos de olivicultura
Fontes: Ibraoliva (via Forbes Brasil, Agrolink, CompreRural e Notícias Agrícolas); Secretaria da Agricultura do RS (Pró-Oliva e Cadastro Olivícola); Conselho Oleícola Internacional; IBGE/SIDRA; Epamig; Seu Dinheiro; TNH1; Forbes Brasil. Cálculos Voren onde indicado. Dados até 05/10/2026. Detalhes e links na seção de fontes.
Um estudo para Verde Louro Azeites
Como checamos
Todo número vem de fonte pública identificada, com link. Contas feitas pela Voren aparecem como “cálculo Voren”, com a conta aberta.
O Ibraoliva publica o total do Brasil para 2019 e para 2023 a 2026. De 2020 a 2022, não há total oficial: a Voren estimou somando a série do RS com os números da Epamig para a Serra da Mantiqueira (50 mil litros em 2020, cerca de 50 mil em 2021 e 100 mil no Sudeste em 2022; para 2022, a Revista Cultivar cita 120 mil só na Mantiqueira, e ficamos com o número menor). Ficam de fora SC, PR e ES, que em 2026 somaram 14 mil litros. Em 2022, a Epamig também citou 300 mil litros para o Brasil em 2020, número que não fecha com as séries regionais (48 mil no RS, 50 mil na Mantiqueira); por isso não o usamos.
De 2016 a 2024, usamos a série da Secretaria da Agricultura do RS (Pró-Oliva), levantada junto aos lagares e apresentada em novembro de 2024. Ela fecha 2018 (58 mil litros; a Embrapa chegou a citar 140 mil) e 2024 (193.150 litros), e corrige dois números que circularam na imprensa: 2016 teve 32 mil litros, não 45 mil, e 2019 teve 198 mil, não 189 mil. Em 2023, a série traz 580.229 litros; usamos 580.228, número do Ibraoliva e da Câmara Setorial. 2025 e 2026 vêm do Ibraoliva.
A faixa de 1% a 1,5% do consumo aparece em reportagem da CompreRural de abril de 2026, antes do número final da safra. Com a safra final e a importação 2024/25 do COI, a conta da Voren dá cerca de 1,6%. Por isso usamos “menos de 2%”.
Para comparar produção (litros) e importação (toneladas), usamos 0,916 kg/L, limite superior da faixa de densidade do azeite na norma Codex Stan 33-1981.
Dados do COI por safra, de outubro a setembro. A série 2015/16 a 2023/24 vem da tabela de março de 2025; 2024/25, do boletim de julho de 2026. O COI revisou levemente 2023/24 depois.
As contagens de marcas proibidas têm recortes diferentes (por ano e por lista) e não devem ser somadas.
Painel online não probabilístico. Serve para indicar tendência, não para projetar a população.
Ideias que vão além.
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